
Brasil364 - A crescente sensação de insegurança enfrentada por advogados criminalistas em Rondônia ganhou novos contornos após o renomado advogado Dr. Chediak admitir a possibilidade de abandonar a profissão. O motivo seria uma sequência de ameaças, atentados e, segundo pessoas próximas ao jurista, a ausência de apoio efetivo por parte das instituições responsáveis pela defesa das prerrogativas da advocacia.
A situação se agravou após o escritório Chediak Advogados ser alvo de disparos de arma de fogo em abril de 2026. Imagens registradas no local mostram perfurações na estrutura metálica da fachada e a porta de vidro completamente destruída pelos tiros. O episódio gerou forte repercussão nos bastidores do meio jurídico rondoniense.
De acordo com informações ligadas ao caso, o advogado já teria formalizado uma delatio criminis junto às autoridades competentes, relatando uma série de ameaças e episódios de intimidação que estariam diretamente relacionados à sua atuação na advocacia criminal.
Histórico de ameaças
Os episódios de violência, contudo, não seriam recentes. Em dezembro de 2022, um vídeo amplamente compartilhado nas redes sociais mostrava um homem apontando uma arma de fogo em direção à placa do escritório enquanto fazia gestos associados a facções criminosas. Apesar da repercussão pública e das denúncias formalizadas, aliados do advogado afirmam que houve pouca evolução nas investigações.
A ausência de manifestações públicas da OAB-RO também passou a ser alvo de críticas. Pessoas próximas ao criminalista afirmam que a entidade não teria emitido notas de desagravo nem realizado ações contundentes de cobrança junto aos órgãos de segurança pública.
“Infelizmente, a Ordem tem se envolvido cada vez mais em pautas distantes da defesa efetiva da advocacia e dedicado menos atenção à proteção dos profissionais ameaçados”, afirmou uma fonte ligada ao escritório, sob condição de anonimato.
Sensação de abandono

Nos bastidores, integrantes da comunidade jurídica relatam preocupação crescente com a vulnerabilidade enfrentada por advogados criminalistas em Rondônia, especialmente aqueles que atuam em casos de alta complexidade e organizações criminosas.
A possível saída de Dr. Chediak da advocacia criminal é vista por colegas como um sinal alarmante sobre o enfraquecimento das garantias institucionais necessárias ao livre exercício da profissão.
Juristas ouvidos reservadamente avaliam que o caso expõe uma crise de representatividade e proteção das prerrogativas profissionais, gerando um ambiente de medo e insegurança entre advogados que atuam na linha de frente do sistema de Justiça.
Enquanto isso, o episódio segue sem respostas concretas das autoridades responsáveis pela investigação dos atentados.
Fonte: Brasil364



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