
364 - A realização do evento TECNOGAME Brasil 2026, em Porto Velho, acabou marcada por polêmicas que vão desde a cobrança de alimentos para acesso até questionamentos sobre o uso de recursos públicos.
Inicialmente, a organização do evento, promovido pela gestão do prefeito Léo Moraes, estabeleceu como condição de entrada a doação de três quilos de alimentos não perecíveis ou uma caixa de chocolate, sob a justificativa de ação solidária voltada a projetos sociais do município.
A medida, no entanto, gerou forte repercussão negativa nas redes sociais e entre a população, sendo criticada por parte dos cidadãos que consideraram a exigência uma forma indireta de cobrança para acesso a um evento anunciado como gratuito.
Diante da pressão, a prefeitura recuou e decidiu facultar a doação, permitindo o acesso sem a obrigatoriedade da contribuição, numa tentativa de conter o desgaste público.
Além da controvérsia envolvendo a entrada, o TECNOGAME também passou a ser alvo de questionamentos políticos e administrativos.
Denúncias apontam um suposto contrato fraudulento na ordem de R$ 2 milhões, firmado para a realização do evento. O caso já é objeto de investigação e análise por parte dos órgãos de controle e fiscalização, que avaliam possíveis irregularidades na contratação, incluindo indícios de direcionamento e superfaturamento.
Entre os pontos levantados por parlamentares e críticos estão o possível favorecimento na escolha da empresa contratada, valores considerados elevados para a estrutura do evento e a destinação de recursos públicos em meio a outras demandas prioritárias do município.
Outro fator que intensificou a repercussão política envolve o contexto eleitoral. O contrato teria sido firmado às vésperas da desincompatibilização do secretário da Secretaria Municipal de Indústria, Comércio, Turismo e Trabalho, irmão do prefeito, que deve deixar o cargo para disputar uma vaga de deputado estadual pelo Podemos.
A coincidência de datas levantou questionamentos sobre possível uso político da estrutura administrativa e dos recursos públicos, o que também deve ser analisado pelos órgãos competentes.
Por outro lado, a prefeitura defende que o TECNOGAME é um evento gratuito e de interesse público, voltado à inovação, tecnologia e inclusão digital, com potencial para movimentar a economia local e oferecer oportunidades à juventude.
Apesar da defesa institucional, a soma da exigência inicial de alimentos, o recuo posterior e as denúncias envolvendo o contrato transformaram o evento em um novo foco de desgaste para a gestão municipal, ampliando a pressão por transparência e prestação de contas.
Fonte: Brasil364



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