
Por Juvenil Coelho
Embora a definição final seja sempre deixada para as convenções partidárias, que ocorrerão no final de julho, a maioria das agremiações já está se antecipando no lançamento de suas candidaturas à Casa Alta a partir do próximo dia 3 de abril, prazo final para que os que exercem cargos no Executivo se desincompatibilizem de suas funções. Coincidentemente, também será a data final para o fechamento da janela partidária para os parlamentares que optarem por trocar de partido.
Com essas definições, as agremiações tendem a finalizar o “troca-troca” e passam a encarar novas fases do processo eleitoral. Especificamente no quadro da sucessão ao Senado aqui no estado, observa-se que o tabuleiro já está montado, com suas peças prontas para a disputa. Por se tratar de uma eleição que oferece duas vagas e é decidida em turno único, as apostas se antecipam ainda mais do que na eleição para o Governo. Até porque os dois atuais titulares, que poderiam entrar na disputa, estão abrindo mão, com outros interesses em jogo. Tanto Dr. Confúcio Moura quanto Marcos Rogério não são mais candidatos à reeleição. Diante disso, acredita-se que o pleito possa se tornar mais competitivo, já que os postulantes se igualam, sem os privilégios e benesses que normalmente favorecem os detentores dos cargos.
Além disso, o próprio governador Marcos Rocha, que figurava até pouco tempo como possível candidato e que também poderia ser beneficiado pelas benesses do poder e pelo apoio da máquina estatal e dos servidores, saiu do páreo. Notadamente, deverá cumprir o restante de seu mandato.
Pelo visto, tudo converge para uma maior estabilidade do certame, que conta hoje com oito nomes de peso, mas pode chegar a nove, já que o histórico e competente Amir Lando ainda aguarda uma definição de seu partido, o MDB, para ingressar no rol das candidaturas ao Senado. A olho nu, essa nominata mostra-se bem representativa, contemplando diversos segmentos e regiões do estado, brancos, pretos, indígenas e mamelucos, que poderão ser escolhidos pelo eleitor no momento do voto.
No mais, o que se espera é que o eleitor seja bastante criterioso ao fazer suas escolhas, visto que o Senado Federal é a casa de maior poder em nosso regime republicano. Assim, se queremos o bem de nossa nação, precisamos estar atentos, priorizando nomes de quem faz e já demonstrou eficiência e compromisso com a pátria e não apenas discursos vazios.
O autor é jornalista, analista político e diretor do Instituto Phoenix de Pesquisa.



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