
364 – Uma crise política envolvendo denúncias de suposto assédio sexual provocou mudanças significativas na gestão cultural da capital rondoniense. Na terça-feira (16), o prefeito Léo Moraes (MDB), decidiu exonerar a cúpula da Fundação Cultural de Porto Velho (Funcultural) e romper politicamente com o Partido dos Trabalhadores (PT), que até então comandava a pasta.
A decisão ocorre após repercussão de denúncias envolvendo o então presidente da entidade, Antônio Ferreira (PT), acusado por uma ex-servidora comissionada de comportamento inadequado. O caso gerou desgaste interno na administração municipal e pressão por respostas rápidas por parte do Executivo.
Em resposta, Moraes realizou mudanças imediatas na estrutura da Funcultural, retirando o PT do comando do órgão, até então o único espaço ocupado pela sigla dentro da gestão municipal. A medida marca o fim da aliança construída durante o segundo turno das eleições de 2024, quando o partido declarou apoio ao atual prefeito.
Para o lugar de Ferreirinha, foi nomeado Vanderlei do Maraca, figura conhecida no cenário político local, com histórico de militância em partidos de centro e direita, como o MDB. A escolha é interpretada nos bastidores como um reposicionamento político da gestão e um sinal de distanciamento definitivo da esquerda.
Analistas avaliam que a decisão de Moraes não apenas responde à crise imediata, mas também redefine o equilíbrio político dentro da administração municipal, indicando uma possível reconfiguração de alianças visando os próximos movimentos eleitorais.
Até o momento, o PT não se manifestou oficialmente sobre a perda do espaço na gestão nem sobre as denúncias envolvendo o ex-presidente da fundação. O caso segue repercutindo nos meios políticos e pode ter desdobramentos tanto administrativos quanto judiciais.
Fonte: Brasil364



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