364 - Porto Velho amanheceu em clima de indignação no setor educacional. A decisão atribuída ao prefeito Léo Moraes de não realizar o rateio dos recursos do FUNDEB caiu como uma bomba entre professores e trabalhadores em educação da rede municipal. O sentimento é de frustração, revolta e abandono.
Enquanto técnicos educacionais devem receber apenas R$ 500,00 de abono, os professores ficarão sem receber absolutamente nada, mesmo sendo os principais responsáveis pela sala de aula, pelo aprendizado dos alunos e pela sustentação do sistema educacional. Para a categoria, a medida é vista como injusta, desproporcional e ofensiva.
O que mais revolta os educadores é que o pagamento do piso nacional do magistério não é favor, é direito garantido por lei, e os recursos do FUNDEB são verbas federais carimbadas justamente para a valorização dos profissionais da educação. Ou seja, não se trata de falta de dinheiro, mas de decisão política.
Nos bastidores das escolas, o clima é de total insatisfação. Professores relatam sensação de desprestígio e desrespeito, enquanto veem promessas de campanha se transformarem em frustração logo no início da gestão.
“É como se o professor não tivesse importância nenhuma”, dizem servidores ouvidos pela reportagem.
Diante do impasse, não está descartada uma greve geral na educação municipal de Porto Velho. Sindicatos e lideranças da categoria já articulam assembleias e mobilizações, alertando que, caso a prefeitura não reveja sua posição, a paralisação pode ser inevitável.
A crise escancara um cenário preocupante: salas de aula sem valorização, profissionais desmotivados e uma gestão que, segundo os educadores, vira as costas para quem sustenta a base do ensino público.
Se nada mudar, o ano letivo pode começar com salas vazias, portas fechadas e uma mensagem clara das ruas e das escolas: educação não é gasto, é investimento e professor não aceita migalhas.
Fonte: Brasil364



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